A sonda “Ulysses”, uma missão conjunta da NASA e da Agência Espacial Europeia, está condenada a vagar pelo espaço numa odisseia mais longa que a do lendário personagem da mitologia grega.
A “Ulysses” foi posta em órbita a partir da nave espacial “Discovery”, em Outubro de 1990, com a missão de explorar a atmosfera circundante.
Segundo informou esta semana o Laboratório de Propulsão a Jacto “A venerável nave espacial”, que durante esse tempo estudou o sol e a sua influência no espaço circundante, cessará as suas operações nos próximos meses, acrescentou a JPL em comunicado(JPL), a primeira cápsula propulsionada por radioactividade já não resiste ao embate da atmosfera cósmica após 17 anos de funcionamento contínuo.
Entre as descobertas da “Ulysses” inclui-se as primeiras medições directas das partículas de poeira inter-estelar e os átomos de hélio no sistema solar, bem como os detalhes do campo magnético do Sol.
“Os dados e a produção científica desta missão merecem o nome do lendário explorador da mitologia grega”, assinalou Arik Posner, cientista do programa da “Ulysses” na NASA.
Após uma aproximação a Jupiter em 1992, a nave “Ulysses” entrou numa órbita de seis anos em volta do Sol e, à medida que se agora se afasta da estrela do nosso sistema solar, a sua temperatura baixa progressivamente por razões técnicas.
Este abaixamento da temperatura bloqueará as condutas de combustível e tornará impossível manobrar a nave.
Em Janeiro, uma tentativa para restabelecer a comunicação com a “Ulysses” falhou porque, segundo os engenheiros, não foi possível enviar energia para alimentar os instrumentos científicos.
A nave já não consegue enviar grandes quantidades de informação científica e enfrenta a congelação progressiva dos seus condutores de combustível.
Ainda assim, a equipa científica da NASA continuará a utilizar um transmissor alternativo enquanto for possível, durante as próximas semanas. ”
A “Ulysses é um cavalo de batalha. Vamos explorá-lo até à sua última gota de utilidade”, declarou Ed Massey.
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