sexta-feira, julho 30, 2010

O Corpo e a Vida

Não me chames pelo nome.
Se chamares uma flôr – respondo.
Se gritares ao céu – oiço.
Chama pelo teu animal de estimação – eu sinto.
Olha-me nos olhos da crista das ondas
e chama o arco-irís do vento norte – que eu apareço.
Mas, não me chames pelo nome, porque não tenho nome.
Chama pelo nome as sementes da vida.
A chuva tem nome e tu sentes.
O frio vem, sabes quem é e tu sentes.
A vida não tem nome, porque quem a deu
grita bem fundo na tua alma:

Não me chames pelo nome, sente-me e vive.

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