sexta-feira, julho 30, 2010

Charlton Heston e a imagem da América

Charlton Heston morreu este sábado, 5 de Abril, em Beverly Hills, Los Angeles, com 84 anos, vítima de uma doença degenerativa com sintomas similar a Alzheimer.

Activista pelos direitos civis dos afro-americanos, acompanhou Martin Luther King durante a Marcha pelos direitos civis a Washington, 1963, chegando a usar uma faixa onde se lia «Todos os homens nascem iguais». Charlton Heston destacou-se também como defensor dos conservadores em Hollywood. Marcadamente republicano, liderou o movimento do direito dos americanos ao porte de armas, presidindo durante anos a National Rifle Association.

«Eu vivi uma vida tão maravilhosa! Eu vivi o bastante para duas pessoas» dizia Charlton Heston.

Nosso comentário:

Foi um actor de reconhecido mérito para a sua epóca.

Mas é uma pessoa controversa quando se mete na política.

Como é que se pode compreender que lute pelos direitos civis apoia Martin Luther King em 1963.

Depois alia-se aos conservadores.

A seguir diz-se de alma republicana.

Por fim alia-se à indústria de armamento e torna-se presidente vitalício da NRA.

Vê-se a América que ajudou a criar. Assassinatos nas escolas. O País mais agressivo com uma economia virada para a produção massiva de armas. Com o maior défice externo e uma grande maioria de americanos a viver à beira da pobreza.

Este é um dos homens que marcou a América, por aquilo que ela é hoje. Um País à beira do Abismo, que se concentra no petróleo e na guerra,e nos conflitos territoriais conforme os seus interesses.

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