Será o Sindroma dos “Zeros à esquerda”?

Posted by Melita on maio 12th, 2008

Será o Sindroma dos Zeros à esquerda? Será o Sindroma dos Zeros à esquerda? 23aOs deputados do Partido Socialista já registaram mais de 500 faltas nas sessões plenárias, só nesta sessão legislativa, que termina a 18 de Julho

 

O líder parlamentar dos socialistas chamou a atenção dos colegas. Alberto Martins exigiu mais assiduidade e alertou para o facto de os espaços vazios nas bancadas criarem má imagem.

 

http://diario.iol.pt/politica/deputados-ar-assembleia-da-republica-ps-portugal-diario-ultima-hora/950933-4072.html

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Sócrates visita Chávez na Venezuela - 13 de Maio de 2008

Posted by Melita on maio 12th, 2008

Sócrates visita Chávez na Venezuela - 13 de Maio de 2008 amf, Quinta, 24 de Janeiro às 17:37

Mega acordo” poderá ser assinado entre José Sócrates e Hugo Chávez numa cimeira a realizar “muito proximamente” em Caracas. Actual visita de comitiva à Venezuela termina com os objectivos negociais “totalmente atingidos”.

“Foi excelente (a visita), os resultados foram totalmente atingidos e o clima é óptimo (para as negociações). Deu-se um passo para realizar uma cimeira entre o primeiro-ministro José Sócrates e o Presidente Hugo Chávez, que poderá decorrer muito proximamente” numa visita que realizará a Caracas, disse o secretário de Estado do Comércio português.

Construção naval e energias renováveis      

Foi-nos dado conta da necessidade premente da construção de navios de transporte de crude e combinámos que, no dia 28, uma comissão técnica irá a Portugal para contactar as duas principais empresas de construção e reparação naval, que são a Lisnave e os Estaleiros de Viana do Castelo”, disse Fernando Serrasqueiro.

Uma comissão que será ainda composta por técnicos das áreas de turismo, infra-estruturas e tecnologia.

No campo das energias renováveis eólicas, “vão ser atribuidas licenças para a exploração de 200 megawatts, numa área próxima da Colômbia, com muito vento e portanto com condições para a instalação de torres para a produção de energia”. Negócio que a GALP pretende integrar.

O secretário de Estado do Comércio de Portugal precisou ainda que foram feitos “pontos de contacto” para os empresários lusos da Venezuela para a eventualidade de se negociar com as principais cadeias de distribuição portuguesas a venda de alguns produtos.

 

Existe ainda a possibilidade de os investidores lusos participarem “em projectos de ambiente, saneamento e de construção de hospitais” e outros que o governo venezuelano pretende lançar nos próximos meses, concretizou Serrasqueiro.    

“As relações melhoraram substancialmente e essa visita e a cimeira vão criar novas condições para a comunidade”, esclareceu Fernando Serrasqueiro à Lusa.

 

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Nicolás Maduro, confirmou que a visita poderá ocorrer até meados do próximo mês de Março e que, nessa ocasião, será assinado um “mega acordo” com Portugal no qual o governo de Caracas quer que a comunidade lusa participe.

O acordo compreende que parte da factura petrolífera de Portugal para com aquele país sul-americano passe a ser paga através de produtos alimentares, medicamentos, formação turística e criação de infra-estruturas.

Para já, a data da visita permanece dependente das agendas de ambos os países, e nessa altura terá lugar, em Caracas, um feira portuguesa, que, além de exibir produtos tradicionais portugueses, dará a conhecer aqueles com os quais os venezuelanos não estão familiarizados.

13 de Maio…de 2008      Sócrates visita Chávez na Venezuela

O Primeiro-Ministro, José Sócrates, visita oficialmente a Venezuela entre os dias 13 e 15 de Maio, a convite do Presidente Hugo Chavez, informa o seu Gabinete.

 

«O contacto com a importante comunidade portuguesa radicada naquele País, bem como as relações bilaterais, económicas e culturais, estão entre os objectivos da deslocação», refere a nota à imprensa.

 

Diversos membros do Governo e uma importante comitiva empresarial desenvolverão contactos bilaterais durante a visita do Primeiro-Ministro a Caracas.

 

Chávez: «Vamos ver se o Rei me manda calar»

Posted by Melita on maio 12th, 2008

Chávez: «Vamos ver se o Rei me manda calar» reyg-d_hrPresidente da Venezuela já antecipa um eventual reencontro com Juan Carlos

Quem não se lembra da frase do Rei Juan Carlos de Espanha para Hugo Chávez: «Por que não te calas?» Pois bem, o presidente venezuelano já começa a falar sobre uma próxima Cimeira Ibero-Americana, abordando a possibilidade de um desentendimento com o monarca.

 

«Ninguém me mandará calar outra vez», assegurou, durante um encontro em Belém, no Brasil, onde explicou novamente o que realmente aconteceu no Chile. «Quando vier uma nova Cimeira vamos ver se o Rei me manda calar outra vez. Não me vou calar, porque a voz não é minha, mas dos povos deste continente», frisou, enquanto cerca de 500 pessoas de movimentos sociais locais aplaudiam entusiasticamente.

 

«As nossas vozes despertaram e não haverá nada, nem ninguém, a voltar a calá-las», afirmou, acrescentando que «não haverá força neste mundo que faça calar a voz dos povos».

Chávez: «Vamos ver se o Rei me manda calar» socialismo-fidel-castro-hugo-chaves

«Por qué no te callas, Angela Merkel?»

Posted by Melita on maio 12th, 2008

«Por qué no te callas, Angela Merkel?» Angela_Merkel_PD3Hugo Chávez atacou a chanceler alemã no seu programa, na televisão venezuelana

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, voltou a referir-se ao incidente que protagonizou com o Rei Juan Carlos na cimeira latino-americana em Santiago do Chile no ano passado, mas sem o nomear especificamente, escreve o jornal espanhol El País.

 

Durante o seu programa de televisão Aló, presidente, Chávez atacou duramente a chanceler alemã Angela Merkel com a frase «Por qué no te callas?» (Porque não te calas?) que o monarca espanhol usou para travar a intervenção de Chávez na cimeira.

 

O líder venezuelano fez uso da sua habitual dialéctica para criticar a politica conservadora da chanceler alemã, dizendo: «senhora chanceler, pode ir-se!» e «porque é uma mulher não vou dizer mais nada». Esta é a resposta de Chávez ao apelo de Merkel para que os líderes sul-americanos se distanciarem do regime que vigora na Venezuela. «Ela é da direita alemã, a mesma que apoiou Hitler e a mesma que apoiou o fascismo, esta é chancelaria alemã de hoje», afirmou.

 

Chávez sublinhou ainda que a poderia enfrentar se for a próxima cimeira de chefes de estado da Europa e da América do Sul que será celebrada no Peru. «Quem sabe se não lhe digo alguma coisa que a deixe louca e diga «por que não te calas?», disse o presidente venezuelano.

 

Merkel não foi a única vítima dos insultos. Chávez também voltou a chamar «mentirosos» ao presidente colombiano, Álvaro Uribe, com quem mantém uma azeda disputa devidas às tentativas falhadas de mediação com guerrilha das FARC. No passado, o presidente da Venezuela também chamou «demónio» ao presidente Bush, «um dos cães do demónio» ao secretário de estado da Defesa, Donald Rumsfeld, e «o cãozinho fraldiqueiro do império» ao ex-presidente do México, Vicente Fox.

http://diario.iol.pt/noticia.html?id=941056&div_id=4073

Os reis da comédia …Chavez, etc

Posted by Melita on maio 12th, 2008

Leio na “Folha de S. Paulo” que o meu querido Hugo Chávez tenciona convocar referendo em 2010 para estabelecer uma reeleição sem limite. Se os venezuelanos quiserem, Chávez ficará no poder, construindo a sua Venezuela Socialista e Bolivariana até morrer. Isso, claro, se Chávez morrer. Eu, pessoalmente, tenho as minhas dúvidas: um homem como Chávez está talhado para a eternidade e não excluo que, aos 150 ou 200 anos (contar com a medicina), o grande comandante estará animadamente a injurir George Bush 4 (bisneto do atual).

Mas se a morte vier, nenhum drama: bastará empalhar Chávez e ele continuará a governar em espírito. E com vantagens: um boneco, por definição, não contribui para os gastos de Estado em viagens e outros cortejos. É até provável que um Chávez empalhado seja mais sensato, e invulgarmente menos ridículo, do que o Chávez atual. Porque essa é a questão: não há nada mais ridículo do que um caudilho com tendências autoritárias. Nem vale a pena descer às “idéias” políticas do homem, que no essencial se resumem numa palavra: petróleo. Está tudo na estética da coisa. A estética é anterior a qualquer ética.

O caso, notem, não é exclusivo de Chávez. Muito menos da esquerda ou da direita. E qualquer leitor pode fazer uma experiência caseira: basta olhar para imagens de arquivo –de Hitler a Mugabe, de Mussolini a Idi Amin, sem esquecer os fabulosos irmãos Castro– e deixar que os olhos regressem à candura da infância. A infância é sábia. A infância não mente. E é impossível conter o riso perante os próceres: os gestos, as palavras. O vestuário. A boçalidade grandiloquente. E a inexplicável aceitação das massas, que, ao mínimo sinal do líder, deveriam simplesmente rir com a piada. Porque todos os ditadores têm piada.

Essa, aliás, é a marca distintiva da espécie. E talvez por isso ela esteja sempre tão interessada em reprimir qualquer manifestação de humor. Platão, na sua “República” ideal, procurava banir o teatro, considerado nocivo para a educação virtuosa dos homens? Platão sabia do que falava: a crítica social, sobretudo quando embrulhada no humor de Aristófanes, podia ser a desagregação da sua “utopia”. Os herdeiros de Platão seguiram-lhe os passos, fuzilando ou aprisionando os autores de todas as piadas (lembrar Mandelstam e sua paródia de Stálin). O que não significa necessariamente que as piadas não se tenham espalhado.

Nos antigos regimes comunistas do Leste da Europa, as anedotas eram uma forma de vida, no sentido mais literal: uma forma de suportar a realidade pela desconstrução do absurdo em que homens viviam. Conta Ben Lewis, em número recente da britânica “Prospect”, que nos últimos três anos do regime Ceausescu, na Romênia, as piadas duplicaram. Parece que é uma lei: à medida que o regime se torna mais falso e desumano, aumenta o desespero. E o grande humor alimenta-se diretamente do desespero.

Mas não apenas no Leste da Europa: o cineasta e escritor Rudolph Herzog resolveu publicar recentemente um livro onde recolhe as piadas que também circulavam na Alemanha nazista. Piadas de procedência judaica, na grande maioria. Como esta:

Adolf Hitler visita um asilo de loucos. Os pacientes fazem a saudação: braço estendido, “Heil Hitler!” na boca. Um dos presentes, porém, parece relutante em levantar o braço (e a voz). O velho Adolfo aproxima-se do homem e grita:

- Por que motivo o senhor se recusa a fazer a saudação?

O homem responde:

- Mein Führer, eu sou o enfermeiro, não sou demente como os outros.

Os reis da comédia ...Chavez, etc foto-coutinho João Pereira Coutinho, 31, é colunista da Folha. Reuniu seus artigos para o Brasil no livro “Avenida Paulista” (Ed. Quasi), publicado em Portugal, onde vive. Escreve quinzenalmente, às segundas-feiras, para a Folha Online.

E-mail: jpcoutinho.br@jpcoutinho.com


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