Os fundamentalistas estão espalhados pelo mundo e só se houve falar dos fundamentalistas do Islão?
Todos querem ter direitos…acabar com as diferenças porque somos todos iguais: na RAÇA;na COR ;NO SEXO; NAS OPÇÔES SEXUAIS;
E PORQUE NA LINGUA TEM DE SER DIFERENTE??? PORQUE A GALIZA não pode falar a lingua com que nasceu sendo o “Berço da LUSOFONIA”???
25 mil pessoas manifestaram-se em Santiago de Compostela em defesa da língua galega
O Governo de Espanha e o Governo Autónomo da Galiza garantem que «estão a trabalhar» para a recepção das televisões portuguesas naquela região, mas há quem aposte que «não mexerão um único dedo» nesse sentido.
«O Partido Socialista espanhol é completamente contra essa possibilidade, por mais que, em público, queira fazer crer que é a favor», disse, à Agência Lusa, Teresa Carro, porta-voz do Movimento de Defesa da Língua (MDL).
A Junta da Galiza é liderada por uma coligação formada pelo PSOE, partido que detém a maioria, e pelo Bloco Nacionalista Galego (BNG), que recentemente reclamou no Parlamento, em Madrid, a tomada de medidas para que as rádios e as televisões portuguesas passem a transmitir para a Galiza.
Galiza «tem muito pouca margem de manobra»
O primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero (PSOE), já garantiu que o Governo está aberto a estudar a possibilidade de dar meios técnicos adicionais para a difusão das televisões portuguesas na Galiza, mas frisou que este é um «tema complexo, com dificuldades técnicas, jurídicas e económicas».
Teresa Carro explica que, apesar de a Galiza ser uma região autónoma, o PSOE tem sede em Madrid, pelo que o Governo de Emilio Pérez Touriño «tem muito pouca margem de manobra» neste processo, já que «terá que obedecer às directrizes do partido».
«Cada vez mais se assiste a uma tentativa de abafar o galego, em benefício do castelhano, e a abertura às televisões portuguesas só complicaria este processo. O galego e o português são duas variantes da mesma língua e se os canais portugueses chegarem à Galiza, as pessoas vão começar a perceber que há muita gente importante a falar esta língua. E isso parece que incomoda que se farta», referiu a porta-voz do MDL.
Apenas um canal «tem alguns programas em galego»
Lembra que neste momento, na Galiza, dos seis canais de televisão, apenas um «tem alguns programas em galego», enquanto os restantes cinco são «100 por cento em castelhano».
No início do ano, em entrevista à Lusa, Pérez Touriño garantiu que a Junta da Galiza está a trabalhar para a recepção das televisões portuguesas, mas ressalvou que o processo envolve «grandes dificuldades», relacionadas com «as limitações do espaço radioeléctrico existente» naquela região autónoma.
A recepção de novos canais só será possível depois de realizado o «apagão analógico» na Galiza e a implantação da televisão digital terrestre, após o que o governo regional solicitará um multiplexer (conjunto de frequências) adicional, que implicará um investimento de 15 milhões de euros.
«Apesar da prioridade do governo regional ser garantir a correcta recepção na Galiza dos novos canais, temos o compromisso de incorporar as emissões portuguesas na oferta mediática actual, uma vez consumado o apagão analógico», referiu Touriño.
25 mil pessoas contra ofensiva do castelhano
Este domingo, vinte e cinco mil pessoas manifestaram-se em Santiago de Compostela, na Galiza, em defesa da língua galega, criticando a alegada tentativa estatal de impor o uso do castelhano naquela região autónoma espanhola.
«O que nós exigimos, acima de tudo, é o reconhecimento da condição internacional da nossa língua, que é falada por centenas de milhões de pessoas no mundo, quer como língua nativa, como é o caso dos galegos, quer como língua oficial de oito Estados», disse à Lusa Alexandre Banhos Campo, um dos principais mentores desta manifestação.
«A nossa língua não é regional nem dialectal, mas sim internacional. O galego é o português da Galiza, e o que nós queremos é que o galego se confunda com o português, mantendo, obviamente, as suas especificidades próprias», acrescentou.
«A situação do galego é muito difícil, muito crítica, mas nós não vamos desistir da luta», garantiu Carlos Callón, da Mesa pela Normalização Linguística. Callón disse que a Galiza «discrimina e persegue» quem opta por falar galego.
| Galiza: Berço da Lusofonia |
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| Por Helena e Chrys Chrystello (org.) |
| Wednesday, 16 May 2007 |
Galiza: Berço da Lusofonia reúne a totalidade dos textos apresentados ao V Colóquio Anual da Lusofonia, que decorreu em Outubro de 2006, na cidade de Bragança, sob o título «Do Reino da Galiza até aos nossos dias: a língua portuguesa na Galiza». Os Colóquios Anuais da Lusofonia são a única realização regular, concreta e relevante em Portugal nos últimos cinco anos sobre a temática da Lusofonia. http://arcosdigital.com/pt/index.php?option=com_content&task=view&id=494&Itemid=79 |
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