Outras províncias (Estados) também afetadas pela seca, como Valência e Múrcia, entraram na Justiça em abril reclamando os mesmos direitos.

Também no mês passado, trabalhadores de regiões banhadas pelo Rio Ebro fizeram uma manifestação com 300 mil pessoas em Barcelona e criaram um fórum contra a retirada de água.
Segundo o comunicado da plataforma Coordenação de Atingidos, a retirada da água dos rios é “um exemplo de má gestão e fomento de uso descontrolado” de água.
Os trabalhadores receberam o apoio de ONGs ambientailistas, como a WWWF/Adena, que considera grave tirar a água de seu espaço natural.
“Esse método de levar 189 hectômetros cúbicos por ano terá impactos diretos e indiretos sobre toda a região hidrográfica do Rio Ebro”, disse à BBC Brasil o responsável pela área de águas da WWWF/Adena, Guido Schmidt.
“A perda de aportes de água e de sólidos como terra, areia e pedras provocará seu desaparecimento”, acrescentou Schmidt.
“Mesmo que esses elementos sólidos sejam somente 1% agora, o rio precisa deles para sobreviver. O mais lógico é que o Ebro desapareça no mar”, completou.
Apesar das críticas, o transporte de água por barcos deverá continuar nas próximas semanas. O plano do governo é fazer dois carregamentos a cada três dias até agosto.
