sexta-feira, setembro 03, 2010

“Terra dos Papagaios” á procura de uma Identidade…

O gentílico “brasileiro” surgiu no século XVI e referia-se inicialmente apenas aos que comercializavam pau-brasil.

 

Passou depois a ser usado informal e costumeiramente para identificar os nascidos na colónia e diferenciá-los dos vindos de Portugal; entretanto foi só em 1824, na primeira constituição brasileira, que o gentílico “brasileiro” passou legalmente a designar as pessoas naturais do Brasil.

Antes de ficar com a designação actual “Brasil” as novas terras descobertas foram designadas de: Monte Pascoal (quando os portugueses avistaram terras pela primeira vez), Terra dos Papagaios (primeiros contactos, designação mais popular), Ilha de Vera Cruz, Terras de Santa Cruz, Nova Lusitânia, Cabrália, etc.

A História do Brasil foca-se na evolução do território e da sociedade brasileiros que, canonicamente, se estende desde a chegada dos portugueses, em 1500, até aos nossos dias.

A periodização tradicional divide a História brasileira, normalmente, em quatro períodos gerais: Pré-Descobrimento (até 1500), Colónia (1500 a 1822), Império (1822 a 1889) e República (de 1889 aos dias actuais) 

Período Pré-Descobrimento (…-1500)

Quando descoberto pelos portugueses em 1500, estima-se que o território que conhecemos hoje (a costa oriental da America do Sul), era habitado por 2 milhões de indígenas, do norte ao sul.

 

A população ameríndia era repartida em grandes nações indígenas compostas por vários grupos étnicos entre os quais se destacam os grandes grupos tupi-guarani, jê e aruaque. Os primeiros eram subdivididos em guaranis, tupiniquins e tupinambás, entre inúmeros outros. Os tupis encontravam-se entre o Rio Grande do Sul e o Rio Grande do Norte. Segundo alguns autores os tupis foram “a primeira raça indígena que teve contacto com o colonizador e também a de maior presença, com influência no mameluco, no mestiço, no luso-brasileiro que nascia e no europeu que se fixava”. A influência tupi verificou-se na alimentação, no idioma, nos processos agrícolas, de caça e pesca, nas superstições, nos costumes e no folclore, como explica o historiador Luís da Câmara Cascudo: “O tupi era a raça histórica, estudada pelos missionários, dando a tropa auxiliar, recebendo o baptismo e ajudando o conquistador a expulsar inimigos de sua terra. 

Período Colonial (1500-1808)

A chegada dos portugueses

 

Corte no Brasil (1808-1822)

Mudança da Corte e Abertura dos Portos

 

Império (1822-1889)

Primeiro Reinado – Dom Pedro I.

Libertação dos Escravos

Os primeiros movimentos contra a escravidão foram feitos pelos missionários jesuítas, que combateram a escravização dos indígenas mas toleraram a dos africanos.

O fim gradual do tráfico negreiro foi decidido no Congresso de Viena, ainda em 1815. Desde 1810 a Inglaterra fazia uma série de exigências a Portugal e passou a reprimir violentamente o tráfico a partir de 1845, com a Lei Aberdeen. Em 1871, o Parlamento Brasileiro aprovou e a Princesa Isabel assinou a Lei 2.040, conhecida como Lei Rio Branco ou Lei do Ventre Livre, determinando que todos os filhos de escravos nascidos desde então seriam livres a partir dos 21 anos. Em 29 de Setembro de 1885, promulgou-se uma outra lei, a Lei dos Sexagenários (Lei Saraiva-Cotegipe). Desde 1880, havia sido criada a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão que, juntamente com a Associação Central Abolicionista e outras organizações, passou a ser conhecida pela Confederação abolicionista liderada por José do Patrocínio, filho de uma escrava negra com um padre. Em 1884, os governos do Ceará e do Amazonas resolveram abolir a escravidão, no que foram pioneiros.

O primeiro-ministro conservador João Alfredo promoveu a votação de uma lei que determinava a extinção definitiva da escravidão. A 13 de Maio de 1888, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que já havia sido aprovada pelo Parlamento, abolindo toda e qualquer forma de escravidão no Brasil.

A aristocracia escravista, oligarquia rural arruinada com a abolição sem indemnização, culpou o governo e aderiu ao Partido Republicano na oposição ao regime: uma das consequências da abolição seria a queda da Monarquia. A economia cafeeira paulista, porém, quando comparada à de outras regiões, não sofreu abalos, pois já se baseava na mão-de-obra livre, assalariada.

Muitos escravos negros permaneceram no campo, praticando uma economia de subsistência em pequenos lotes, outros buscaram as cidades, onde entraram num processo de marginalização. Desempregados, passaram a viver em choças e barracos nos morros e nos subúrbios.

O Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravidão.

Cultura:

A cultura brasileira reflecte os vários povos que constituem a demografia deste país sul-americano: indígenas, europeus, africanos, asiáticos,árabes etc. Como resultado da intensa miscigenação de povos, surgiu uma realidade cultural peculiar, que sintetiza as várias culturas.

A tensão entre o que seria considerado uma cultura popular e uma erudita sempre foi bastante problemática no país.

Durante um longo período da história, desde os Descobrimentos até meados dos séculos XIX e XX, a distância entre a cultura erudita e a popular era bastante grande: enquanto a primeira buscava ser uma cópia fiel dos cânones e estilos europeus, a segunda era formada pela adaptação das culturas dos diferentes povos que formaram o povo brasileiro num conjunto de valores, estéticas e hábitos rejeitado e desprezado pelas elites.

Hoje que terão decidido????

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