sexta-feira, setembro 03, 2010

9 sobreviventes nos Andes

Nove pessoas sobreviveram quatro dias nos Andes com temperaturas negativas. Comeram erva e queimaram roupa para se aquecerem

 

 «Pensei que íamos morrer de fome e frio», conta Víctor Suazo ao El País, um dos nove sobreviventes, que estiveram quatro dias com temperaturas de dez graus negativos depois de a avioneta em que seguiam se ter despenhado nos Andes.

Tudo começou no passada sábado, um dia de muito nevoeiro e chuvas fortes no Chile. Iam dez passageiros a bordo da avioneta que desapareceu. Os que não estavam feridos iam buscar água e esperavam o resgate, depois de terem pedido ajuda por rádio.

Para se protegerem do frio, abrigaram-se na fuselagem e fizeram fogueiras usando peças de vestuário. Mas a comida também faltava. Havia algum leite em pó e bolachas no avião, mas depois foram obrigados a «comer erva», conta Jorge Uribe, outro sobrevivente.

Quando o rádio deixou de funcionar, a esperança parecia esfumar-se. A situação piorou quando o piloto do aparelho morreu. Era ele o líder do grupo. Dava conselhos, organizava a divisão das provisões, e nem nos últimos minutos de vida deixou de orientar os passageiros: «se for preciso, queimem o avião, causará uma enorme labareda», disse.

No dia antes do resgate, as forças e as esperanças estavam praticamente esgotadas. «Já só rezávamos», conta um dos sobreviventes. «Mais um dia, e teríamos morrido. Foi um milagre», conta.

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