sexta-feira, setembro 03, 2010

África

 

O mapa de África está a sofrer várias alterações, como confirmam as imagens de satélite apresentadas esta semana pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

 

O principal responsável é o aquecimento global, embora a acção directa do Homem também tenha reflexos evidentes na geografia africana.

 

Num continente que contribui apenas com quatro por cento das emissões globais de dióxido de carbono, as neves do Monte Kilimanjaro estão a desaparecer, o lago Chad está quase seco e os glaciares das montanhas Rwenzori no Uganda diminuíram 50 por cento nas últimas décadas. Todos os anos desaparecem quatro milhões de hectares de florestas em África.

 

Os terrenos lavráveis sofrem com a erosão e os danos químicos, sendo que 65 por cento dos terrenos lavráveis estão degradados.

 

Mas também há exemplos da influência dos próprios africanos no seu mapa.

 

As selvas do Congo estão mais «carecas» devido aos caminhos traçados para cortar árvores e os refugiados no sul do Sudão prejudicaram as colinas de Jebel Marra, agora com menos vegetação. Nos arredores de Cape Town, na África do Sul, o desenvolvimento destruiu 80 por cento de espécies de plantas únicas no mundo.

 

No entanto, também há boas notícias nas imagens do PNUMA.

 

A acção dos governos conseguiu recuperar as zonas húmidas que tinham desaparecido com a barragem de Itezhi-Tezhi, na Zâmbia.

 

 O mesmo se passou no Parque Nacional de Diaeling, na Mauritânia. Também no Quénia houve políticas do executivo que pararam a exploração incontrolável dos seus bosques.

 

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