sexta-feira, setembro 03, 2010

Alerta vermelho – Os peixes que é melhor deixar no mar

Estás a comer espécies ameaçadas?

 

Lisboa, Portugal — Quantas vezes já ficamos a olhar para a montra do nosso supermercado a perguntar se o peixe que ali está é sustentável- até recentemente era quase impossível saber. A Greenpeace publicou hoje a lista vermelha de peixes para Portugal, que consumidores e supermercados devem evitar.

 

A Greenpeace lançou a lista vermelha dos peixes ameaçados que estão a ser comercializados em Portugal. Entre os peixes da lista está o bacalhau do Atlântico, o atum e o camarão tropical, para citar apenas alguns, e a Greenpeace saiu à rua para informar a população portuguesa sobre os riscos do consumo insustentável desses peixes, alertando para o fato de que, para continuarmos a poder comer peixe no futuro, é preciso agir hoje!

 

A Greenpeace, juntamente com alguns cientistas, desenvolveu uma metodologia (link) para avaliar o estado da exploração da maioria dos viveiros, além dos métodos empregados na pesca ou na produção de peixes, considerando também os métodos destrutivos de pesca.

 

A metodologia para determinar estas espécies de peixes que se encontram em  alerta vermelho têm em conta, entre outros factores, que: 

 

as espécies têm uma taxa de crescimento e de capacidade reprodutiva que as torna vulneráveis à sobreexploração;

as espécies provêm de stocks sobreexplorados ou já esgotados; ou que as espécies estão sendo capturadas num ritmo tão intenso que em breve serão classificadas como sobreexploradas;

os métodos de pesca utilizados são muito destrutivos, tanto para outras espécies, como para os habitats marinhos.

 

 

Esta metodologia para determinar as espécies em alerta vermelho que são produzidas em indústrias de engorda  ou de aquacultura inclui:  

 

-dependência de repôr com ovos ou com juvenis selvagens as espécies em nossa lista;

-relação da fuga de uma grande quantidade de espécies não autóctones da área;

-alimentação que requer mais de 3 quilos de peixe selvagem, capturado especificamente para produzir farinha e azeite de peixe, para conseguir um quilo de peixe de viveiros;

-relação com o aumento das doenças nas populações selvagens nas proximidades dos viveiros.

 

 

 

Divulga!

 

 

 

Porquê uma lista vermelha?

A situação dos mares e oceanos do planeta é grave. Tem que haver mudança já!

  • ¾ dos stocks de peixe do mundo estão totalmente explorados, sobreexplorados ou esgotados; 88% dos stocks de peixe em águas comunitárias estão sobreexplorados.
  • 90% das populações dos grandes peixes predadores (como o atum, o bacalhau e o peixe espada) estão esgotadas.
  • Actualmente só 1% dos oceanos e mares do mundo estão totalmente protegidos, uma percentagem ridícula quando comparada com os espaços naturais protegidos em terra (11%).

Que pede a Greenpeace?

A Greenpeace pede aos principais distribuidores que só disponibilizem produtos do mar que tenham sido obtidos de forma sustentável e que possam garantir que esses produtos não estão ligados a práticas destrutivas.

A Greenpeace pede aos consumidores que exijam aos supermercados que desenvolvam uma política sustentável de compra de produtos do mar e que evitem consumir as espécies mencionadas nesta lista vermelha. 

Mais informação e downloads

  • 5 critérios para um consumo responsável
  • Que pede a Greenpeace aos supermercados?
  • Lista vermelha de peixes (PDF/4Mb)
  • Modelo de política de compra responsável e sustentável de produtos da pesca para vendedores a retalho (PDF/79Kb)
  • Técnicas de pesca (em inglês)
  • Critérios de ‘Grau Vermelho’ da Greenpeace para Pescas Insustentáveis (PDF)
  • Critérios de ‘Grau Vermelho’ da Greenpeace para a Aquacultura Insustentável (PDF)

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