sexta-feira, setembro 03, 2010

Imprensa internacional dividida sobre “não” irlandês ao Tratado

A imprensa internacional deste sábado está dividida quanto às consequências do “não” irlandês ao Tratado de Lisboa.

Enquanto os jornais ingleses defendem que Gordon Brown deve interromper o processo de ratificação do Tratado, os espanhóis falam em «caos».

A imprensa inglesa desde domingo mostra acreditar que o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, deve interromper o processo de ratificação do Tratado depois da rejeição do referendo da Irlanda.

 

O jornal The Times considera que o “não” irlandês venceu um projecto que «até agora tinha sido bem conseguido», enquanto o diário The Sun, que fez campanha a favor da realização de um referendo no Reino Unido sobre o Tratado de Lisboa, escreve que o resultado irlandês é «uma oportunidade caída do céu» para Gordon Brown.

 

Já Financial Times considera que o chumbo irlandês reflecte que não existem respostas claras quanto ao documento e acrescenta que um segundo Tratado na Irlanda iria ter o mesmo desfecho.

 

De acordo com o jornal francês Le Fígaro, «os líderes europeus não aprenderam a lição da crise», quando há três anos se realizaram os referendos na França e Holanda.

 

Já a imprensa espanhola fala no “caos”, com o El País a dizer que a «Irlanda está de costas viradas para a União Europeia», enquanto o El Mundo escreve que o país deve rever a constituição ou organizar um novo referendo.

 

 

Sarkozy vai a Praga para atenuar efeitos do «não» irlandês

Hoje às 19:57

O presidente francês vai estar segunda-feira na República Checa para apresentar a presidência francesa da União Europeia, mas terá também outro objectivo. Nicolas Sarkozy vai tentar minimizar o impacto negativo naquele país do «não» irlandês ao Tratado de Lisboa.

A visita de Sarkozy a Praga foi inicialmente planeada com o objectivo de apresentar as prioridades francesas para o segundo semestre deste ano, embora tenha assumido uma nova importância com a rejeição pelos irlandeses do Tratado de Lisboa e a crise que ela pode desencadear na Europa.

 

 

A República Checa tem nesta questão especiais responsabilidades na medida em que assume a presidência rotativa da UE logo a seguir à França, no primeiro semestre de 2009, e vai ter tal como os franceses de gerir as consequências políticas do «não» irlandês ao Tratado Reformador da União, que se esperava pudesse entrar em vigor a 01 de Janeiro de 2009.

 

O primeiro-ministro liberal checo, Mirek Topolanek, disse apenas que o ‘não’ irlandês é «uma complicação política», mas que a Europa vai continuar a funcionar «com estabilidade», mas o presidente checo, Vaclav Klaus, considerou que «o projecto do Tratado de Lisboa chegou ao fim» e que «já não é possível prosseguir a sua ratificação».

 

 

A República Checa é um dos oito países europeus que ainda não ratificaram o Tratado.

 

 A Suécia, o único país nórdico que ainda não ratificou o Tratado de Lisboa

 

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