Mais uma derrapagem…
Não existe obra pública em Portugal que não fique sempre pelo dobro, triplo ou mais que o orçamentado.
Quem paga???
È por isso e muitas mais que Portugal tem um povo pobre e sem condições…
Não é porque não possuam qualificação ou não gostem de trabalhar, antes pelo contrário, porque se assim fosse, como viveriam tantos políticos, ex políticos, gestores e ex gestores de EP ?
Só o que aí se gasta daria para pagar o défice….
Vivem todos bem, menos o povo que os sustenta é a realidade.
Depois admiram-se…
Relatório do Tribunal de Contas fala em «má gestão» por parte da empresa
A construção do troço do Metropolitano no Terreiro do Paço teve uma derrapagem financeira superior a 31 milhões de euros, aponta um relatório do Tribunal de Contas, que acusa o Metropolitano de Lisboa de má gestão dos dinheiros públicos, escreve a Lusa.
O relatório divulgado esta quarta-feira resulta de uma auditoria ao processo de prolongamento da Linha Azul do metropolitano de Lisboa até Santa Apolónia, que reconhece o impacto negativo que o desabamento ocorrido em 2000, mas não deixa de responsabilizar a empresa pública pela derrapagem de custos e pelo tempo que a obra demorou a concluir.
No balanço da auditoria, o TC imputa culpas ao Metropolitano pelo recurso ao ajuste directo, pelo modelo de financiamento escolhido e pela falta de organização administrativa e financeira da empresa.
Segundo o TC, o custo final da obra foi cerca de 78,5 milhões de euros, enquanto a previsão inicial era de cerca de 47,3 milhões.
O relatório explica que nos contratos de empreitada, o custo final é superior em 28 milhões de euros ao previsto inicialmente, devido «essencialmente a encargos com prémios pagos», com «um notório agravamento do dispêndio de dinheiros públicos para o Estado».