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Publicado Por jps – terça-feira, 3 de Junho de 2008

Crianças não fazem refeições completas ao jantar e são infelizes

 

 

 

Um inquérito feito a crianças de Lisboa e arredores revela que a parte destas não faz refeições completas ao jantar.

 

Este estudo feito por investigadores do ISEG adianta ainda que muitas crianças de Loures e da Amadora não se sentem felizes.

 

Muitas das crianças de Lisboa e arredores não faz refeições completas ao jantar e sente que as suas famílias têm dificuldades financeiras, revela um inquérito que será apresentado na próxima terça-feira.

 

 

 

Este estudo revela ainda que maioria das cinco mil crianças inquiridas não comem sopa, prato principal e fruta, tendo revelado que o seu jantar é reduzido.

 

Segundo o jornal Público, que cita este estudo feito por investigadores do Instituto de Economia e Gestão (ISEG), a maior parte das crianças insatisfeitas vive nos concelhos da Amadora e de Loures.

 

Nestes concelhos, muitas crianças sentem insatisfação com o lugar onde vivem e consideram mesmo que se sentem infelizes.

 

É também nestas áreas dos arredores de Lisboa, onde as crianças dizem que mais falta a comida e em que se verificam mais casos de jovens que vão para a escola sem pequeno almoço.

 

Amadora e Loures são também os concelhos onde vivem mais crianças de etnia negra em famílias com cinco ou mais filhos e com pais desempregados.

 

Por outro lado, o concelho de Oeiras é aquele onde os pais das crianças têm mais qualificações e por isso as dificuldades são menores, muito embora as crianças se queixem que os seus pais tenham pouco tempo para lhes dispensar.

 

Da totalidade das cinco mil crianças que responderam a este inquérito, cerca de 40 por cento diz que não vai ao médico por rotina, algo que não acontece apenas nas famílias mais carenciadas.

 

Em declarações à TSF, uma das investigadoras responsáveis por este estudo admitiu que o inquérito não revelou grandes novidades, mas sublinhou a necessidade da criação de uma base de dados sobre o bem-estar da criança.

 

«Estatisticamente, a criança não é coberta, ou seja, não existem bases de dados relativamente ao bem-estar das crianças. Normalmente, tratamos da problemática da pobreza infantil, fazendo uma observação das famílias com crianças pobres a cargo», explicou Amélia Basto.

 

Esta investigadora explicou ainda que os problemas revelados por este estudo poderiam ser resolvidos a curto prazo caso houvesse uma maior aposta nas escolas.

 

«Se considerássemos a escola como um meio privilegiado de actuação, o que significa actuar a outros níveis que não são a escolaridade propriamente dita», acrescentou.

 

Amélia Basto adiantou que estes níveis de actuação podem ser a vigilância médica das crianças, o ensinar a comer ou dar-se uma educação pela saúde.

 

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