
Uma mulher de 91 anos que rastejou para debaixo do seu automóvel à procura das chaves ficou dois dias entalada sob o eixo até o carteiro a encontrar, estranhando não ver retirado o correio, escreve a Lusa.
Betty Borowski, de Greendale, nos arredores de Milwaukee, no estado de Wisconsin, foi encontrada na terça-feira e levada em estado crítico para o hospital, situação que não registou evolução até sábado, segundo informou uma sobrinha, Nancy DiMarco.
Betty, que vive sozinha, ficou presa sob o seu automóvel no domingo passado, aparentemente porque rastejou à procura das chaves, entalando a cabeça entre o eixo e o chão da garagem, explicou o chefe da polícia local, Rob Dams.
Na terça-feira, o carteiro reparou que a correspondência deixada na véspera não tinha sido levantada, pelo que perguntou aos vizinhos se sabiam do paradeiro da idosa.
Perante a resposta negativa, alertou a polícia que, finalmente, a descobriu debaixo do automóvel.
Os bombeiros locais içaram o automóvel e retiraram Betty Borowski, desidratada e confusa.
As chaves estavam na porta do automóvel.
http://diario.iol.pt/acredite-se-quiser/eua-idosos-carros-carteiro/969329-4088.html

Comentário dos salteadoresdaarca:
Dizem as estatísticas que dentro de uma geração vão existir 100 jovens para 500 idosos.
E nem é preciso ser um um grande pensador, nem sociológo, para ver o futuro deste País.
Jovens com trabalho precário, com vencimentos de 500 a 700 euros, sem conseguir subsistir às suas despesas, uma pobreza escondida, sem formação profissional adequada, rodeados de familiares idosos a necessitarem de atenção e de cuidados, de tempo para estar com os seus jovens. Tempo que os jovens não vão ter, porque vão ter que trabalhar mais horas e ter mais que um trabalho, para fazer face à renda de casa, prestação do carro, colégio dos filhos, àgua, luz, telefone, gás, gasolina. Vão ter necessáriamente que contrair dívidas, e levar a vida dos sobressaltos do pagamento dos seus passsivos. Hipotecar o seu futuro.
Enquanto os idosos deixados na sua solidão se conformam com as suas doenças, esperando que a morte quando vier seja suave e breve.