A degradação da conjuntura internacional, o aumento dos preços dos combustíveis e a menor procura destinada às empresas portuguesas levará o défice externo português para os 10,6% do PIB este ano e para os 11,1% em 2009. Trata-se do valor mais elevado desde o início da década de 80 quando Portugal enfrentou um crise na balança de pagamentos.
Rui Peres Jorge

A degradação da conjuntura internacional, o aumento dos preços dos combustíveis e a menor procura destinada às empresas portuguesas levará o défice externo português, medido pelo défice da balança corrente e de capital, para os 10,6% do PIB este ano e para os 11,1% em 2009. Trata-se do valor mais elevado desde o início da década de 80 quando Portugal enfrentou um crise na balança de pagamentos.
“A redução da procura externa dirigida às empresas nacionais, o aumento do grau de restritividade das condições financeiras e a transmissão do elevado preço do petróleo aos custos internos são factores que deverão afectar negativamente o crescimento”, diz o BdP.
“Projecta-se um aumento significativo das necessidades de financiamento da economia, reflectindo uma deterioração da balança energética e um aumento substancial do défice da balança de rendimentos, decorrente da evolução dos custos financiamento e da deterioração da posição de investimento internacional”, lê-se no relatório.
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