Dois milhões de euros é dinheiro que dava para correr mundo. Mas ao que parece, Tiago Monteiro recebeu todo esse dinheiro apenas para não ser corrido da equipa Midland, a meio da sua segunda época na F1. É de concluir que esse subsídio chorudo, autorizado pelo secretário de Estado da Juventude e do Desporto, serviu então para evitar que Tiago Monteiro passasse a receber subsídio de desemprego. E isso, claro, é que não podia acontecer! Já pensaram bem no esforço financeiro que isso representaria para o Estado? Laurentino Dias esclareceu que isto foi um «acto normal» e serviu para promover a imagem de Portugal na Fórmula 1.
Mas se a ideia era deixar o país bem-visto, em vez desse alto patrocínio do Estado não era melhor aguardar por um patrocínio do Altíssimo? Assim uma luz divina, capaz de nos iluminar a pista e de… cegar os outros pilotos. Ou isso, ou chamava-se o ministro Manuel Pinho, capaz de bater os 212 km/h em auto-estrada, a caminho de uma reunião. Ele há injustiças! Para um ministro com esta performance, nem louvores, nem subsídios! Vamos torcer para que os dois se cruzem, um dia, na estrada: ao menos um manguito e um buzinão valente Tiago Monteiro há-de levar! Sendo uma das quantias mais elevadas alguma vez paga pelo Instituto do Desporto pode bem dizer-se que, desta vez, o piloto conquistou a pole position. Enquanto isso, Vanessa Fernandes deve continuar a correr e a ganhar medalhas lá fora, mas sem mostrar o aparelho! É que se isso é promover a imagem de Portugal… vamos ali fora e já voltamos!
Retirado do blogue: condutorasdedomingo.blogs.sapo.pt
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Notas do debate” Estado da Nação”
Com um discurso de abertura que se pautou ainda por ataques ao PSD, sem mencionar nunca directamente o alvo, José Sócrates ouviu do recém-eleito líder parlamentar social-democrata críticas ao tom usado num debate parlamentar que é diferente dos habituais, por versar sobre o Estado da Nação: «Optou por falar como secretário-geral do PS e não como primeiro-ministro, fazendo um ataque à oposição», afirmou Paulo Rangel.
Após ter ouvido o discurso de abertura do primeiro-ministro, o líder da bancada laranja afirmou não ter dúvidas sobre o estado do Governo: «É um estado de doença bipolar, que oscila entre a euforia dos anúncios e a depressão obsessiva das desculpas com o passado e com a situação internacional».