sexta-feira, setembro 03, 2010

Focos da doença da língua azul no Alentejo

 

Quatro explorações dos concelhos de Odemira e Santiago do Cacém estão sequestradas

Quatro explorações dos concelhos alentejanos de Odemira e Santiago do Cacém estão sequestradas devido à detecção, no início deste mês, de focos do serótipo 1 da doença da Língua Azul, revelou à Lusa o Director-Geral de Veterinária.

 

Segundo Agrela Pinheiro, os primeiros dois focos foram detectados a 01 de Julho em duas explorações de Odemira e os restantes dois focos seis dias depois noutras duas explorações de Santiago do Cacém.

 

«Não há nada de excepcional nestes focos detectados no Litoral Alentejano, já que se trata de uma zona incluída na área geográfica sujeita a restrições e controlo», afirmou Agrela Pinheiro.

 

A doença da Língua Azul tem sido detectada em Portugal desde os finais de 2004, mas sempre devido a vírus do serótipo 4, tendo o serótipo 1 sido detectado pela primeira vez no país a 21 de Setembro de 2007, no concelho de Barrancos, no interior alentejano e junto à fronteira com Espanha.

 

Desde a detecção daquele primeiro foco, foram implementadas novas medidas sanitárias, como a criação de uma nova zona de restrição e controlo, que engloba os concelhos das regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve e sete na região Centro.

O que é a doença da Lingua azul?

 

A língua azul é uma doença que pode afectar todos os ruminantes, mas que apenas se manifesta de forma grave na espécie ovina. A transmissão é feita através de uma picada de mosquito e o tempo quente que se tem feito sentir neste Outono pode criar condições para o seu alastramento. A epidemia não afecta o ser humano nem constitui perigo para a saúde pública.
plb

Deixe um Comentário

This site is using OpenAvatar based on