sexta-feira, setembro 03, 2010

Morte de criança gera polémica entre bombeiros e INEM

01h06m

antónio orlando

Uma criança de 5 anos morreu ontem após uma crise de epilepsia, tendo sido inúteis os esforços de reanimação efectuados pela equipa da ambulância de Suporte Imediato de Vida de Amarante.

 

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Meã, Albano Teixeira, diz que a corporação está localizada a meia-dúzia de minutos da residência e culpa o INEM por desconhecer o terreno. O tempo perdido poderia ter salvo a criança, acusa.

 

Pedro Coelho dos Santos, porta-voz do INEM, diz que a SIV demorou apenas nove minutos a chegar ao local, mas o comandante diz que é impossível.

 

O histórico clínico de Miguel Ângelo Santos – que faria 6 anos no próximo sábado – é bem conhecido dos Bombeiros Voluntários de Vila Meã, que volta e meia eram chamados pela família, ali a poucos minutos do quartel, em Travanca.

 

Ontem, a criança voltou a sofrer uma crise de epilepsia, mas desta vez os familiares ligaram para o 112, em vez de, como habitualmente, recorrerem aos Voluntários. O INEM encaminhou a ambulância SIV de Amarante e a viatura médica de emergência estacionada no Hospital Vale do Sousa, em Penafiel. O comandante dos bombeiros diz que a SIV demorou meia hora a chegar ao local e considera que essa demora pode ter sido fatal.

 

Pedro Coelho dos Santos desmente o comandante e aponta os factos. A chamada de emergência foi feita às 20.25 horas, pedindo socorro para uma criança que sofria uma crise de epilepsia. “Não respirava nem tinha pulso”. Foram accionados “de imediato” a VMER do Vale do Sousa e a SIV de Amarante. Esta última, segundo o mesmo responsável, demorou nove minutos a chegar.

 

“A criança tinha sofrido uma paragem cardiorrespiratória. Ao fim de 45 minutos de tentativas de reanimação, foi transportada para o Hospital de Penafiel, já sem vida”, contou Pedro Coelho dos Santos.

 

O responsável afirma que a triagem telefónica permitiu perceber que eram precisas manobras de reanimação, com recurso a suporte avançado de vida. E que a ambulância mais próxima não foi activada por não ter condições materiais e humanas.

 

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Em vez de estarem uns contra os outros e quem se trama é quem precisa da urgência, porque não desmacaram as situações no País que não possuem realmente serviços de emergência médica????

 

Enquanto empurram, a ministra assiste e mente e os Portugueses morrem…?

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