Jardim ataca o «conformismo podre» dos portugueses

Presidente do governo regional da Madeira enaltece, no entanto, a luta dos madeirenses

Alberto João Jardim continua muito activo durante as férias. Desta vez, o alvo foi o Estado central e a passividade do povo português em relação às políticas deste Governo.

 

No seu discurso, considerou que a sociedade portuguesa está «agredida por políticas que complicam o dia-a-dia de cada cidadão», acrescentando ser de recusar as denominadas «causas fracturantes» enunciadas pelo primeiro-ministro, por considerar que esta designação «traduz uma vontade conjuntural, exótica e agressiva de quebrar o articulado lógico de valores pátrios».

 

Apontou que um país que pactua com este tipo de comportamento, que retira à política a dimensão ética, «vive uma situação de decadência». O chefe do executivo regional argumentou que um povo que se mantém «um conformismo podre, assistindo passivo à violação dos seus direitos legitimamente adquiridos, que não reaja democraticamente, tem a alma nacional enferma»

 

«Nós e as próximas gerações temos a obrigação de continuar este percurso de coragem e de luta», disse, garantindo que «o povo madeirense é capaz de mais e de melhor», porque «recusou sempre a decadência, o autoritarismo, a mediocridade e a apatia conformada».

 

«Centralismo do Estado» e «distância arrogante do poder»

 

«É hipocrisia falar das legítimas e indiscutíveis necessidades de melhoria das condições de vida dos povos, mas por autoritarismo colonialista e por mediocridade político-partidária se negar os direitos do povo madeirense», declarou, numa alusão ao Estado central.

 

Quanto ao presidente do município, Miguel Albuquerque salientou que «o centralismo do estado e a distância arrogante do poder leva à degeneração da democracia»

 

Sobre os objectivos para o futuro, Miguel Albuquerque referiu que são fazer do Funchal uma cidade «cosmopolita, aberta ao mundo, aos outros e ás diversas culturas, que se afirme crescentemente a nível internacional pela qualidade da sua maior indústria que é o turismo e se afirme pela sua maior riqueza: a afectividade e a humanidade dos funchalenses».

 

O Funchal assinala oficialmente, esta quinta-feira, os 500 anos da sua elevação a cidade com um vasto programa de actividades. Alberto João Jardim interrompeu as férias no Porto Santo para participar nas comemorações.

 

 

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