O PSD acusa o Governo de beneficiar a empresa Mota-Engil, presidida pelo socialista Jorge Coelho, ao conceder por mais 27 anos a exploração do terminal de contentores de Alcântara sem concurso público e por pretender triplicar a capacidade do espaço, criando um “muro de contentores que vai separar definitivamente a cidade do rio”.

Contentores ao Mar ou "dinheiro ao ar"
No diploma publicado a 23 de Setembro, o Governo permite à Administração do Porto de Lisboa adjudicar directamente com a Liscont (empresa maioritariamente detida pela Mota-Engil) a exploração do terminal até 2042. Para o PSD, esta adjudicação é “ilegal”, também porque ultrapassa o limite dos 30 anos de concessões e terminais portuários, já que a Liscont é a empresa exploradora do terminal desde 1984, num contrato que tem duração até 2015.
“O Governo está em final de mandato e garante este negócio antes de acabar o mandato. Há um favorecimento do Governo a esta empresa, que até agora foi a única que ganhou com a decisão”, afirmou o deputado Luís Rodrigues.
De acordo com o social-democrata, a empresa fica “isenta de taxas à conta dos investimentos”, o que lesa em “muito o erário público”.
Apesar das acusações, Luís Rodrigues recusou personalizar o caso, relacionando-o com o facto de o ex-ministro socialista Jorge Coelho ser o actual presidente da empresa. “É indiferente quem são os accionistas, os responsáveis, as administrações. O que interessa é que há uma concessionária que está a ser escandalosamente beneficiada em detrimento do interesse público”, afirmou.
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Portugal ao Fundo
Comentário dos salteadoresdaarca:
Entende-se os porquês desta nossa democracia de 30 anos estar na situação em que está.
São sempre os mesmos. Quem está no poder beneficia os da sua côr. Em prejuízo dos portugueses. E a seguir afirmam que estão a consolidar as contas públicas. Ainda vamos assistir a muitos mais contratos de ajuste directo a certas empresas meses e dias antes das eleições.
Porque não se pode deixar mal os amigos.
Sejam eles rosas ou laranjas. O sumo é o mesmo de sempre. Nos grandes negócios quem é prejudicado é o País. Fica cada vez com menos. E as grandes empresas fazem grandes negócios em tempos de crise.
Depois, fica o Povo a pagar mais impostos. Porque o dinheiro não chega para todos.
O crime económico ainda compensa ao fim de 30 anos de democracia.