Ideia nasceu de um grupo de docentes isolados e ganhou dimensão na blogosfera. Fenprof não apoia
Dia 15 de Novembro, a força dos movimentos cívicos, que tem sido capitalizada na blogosfera, vai ser mostrada na rua, numa manifestação de professores. A Fenprof já fez saber que não apoia. Para já, atente-se neste pormenor: um post com cinco linhas colocado no domingo num dos blogs de educação, A Educação do meu umbigo, tinha recebido, até meio da tarde desta segunda-feira, 236 comentários.
O debate está criado há muito nos blogs, o descontentamento está latente e prestes a saltar para além do aumento dos pedidos de reforma antecipada. A data e o local estão marcados: dia 15 de Novembro, às 14 horas, no Marquês de Pombal, Lisboa. Segue-se desfile pela Rua Braancamp, Largo do Rato, Rua de S. Bento, terminando a manifestação em frente da Assembleia da República.
Com esta manifestação, organizada pela Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino (APEDE) e pelo Movimento Mobilização e Unidade de Professores, mas que partiu de um grupo de professores isolados, pretende-se alertar a opinião pública para a «gravidade do que se passa no sistema de ensino deste país» e manifestar as razões da revolta dos docentes.
Os professores, pode ler-se noutro blog, mais do que discordar de questões laborais ou de avaliação, querem passar a mensagem de que «estão a defender o funcionamento das escolas e a melhoria das aprendizagens dos alunos». Querem centrar a luta nos alunos. «Os pais e os alunos de Portugal têm de saber que a luta dos professores é também uma luta por eles!», refere o blog de um dos grupos organizadores.
Esta será a manifestação, dizem, «de muitos professores cansados de tanta arbitrariedade e de todos os abusos com que o Ministério os tem agredido continuamente».
