Shirley Bassey - BIG SPENDER

Posted by O Farol on julho 17th, 2008

 

Pop song

<a href="http://youtube.com/watch?v=VQ7fQD3FiTk">http://youtube.com/watch?v=VQ7fQD3FiTk</a>

Nascida em 1937 no País de Gales, Shirley Bassey começou cantando em clubes noturnos para homens. Já conhecida no Reino Unido, no final da década de 50 emplacou com o sucesso “As I Love You”, ao qual seguiram-se muitos outros. Uma das maiores porta-vozes dos hinos gays, Bassey emplacou sucessos como “Goldfinger”, “Diamonds Are Forever”, “Moonraker” e “I Am What I Am”.

Peggy Lee

Posted by O Farol on julho 17th, 2008

Jazz

Descendentes de escandinavos, Peggy Lee nasceu com o nome Norma Deloris Egstrom no interior dos EUA de onde saiu para conquistar a fama ao lado de BigBands e no cinema. Sétima filha de uma prole de oito, sua infância foi dura. Perdeu a mãe aos quatro anos, sua madrasta costumava ser violenta e seu pai começou a beber a tal ponto que aos quatorze ela se desdobrava para cumprir algumas de suas tarefas na companhia de trem onde trabalhava.

Em 1941 foi contratada pelo bandleader Benny Goodman com quem gravou um ano mais tarde seu primeiro grande sucesso “Why don’t you do right”, vendendo mais de um milhão de cópias. Por dois anos consecutivos excursionou com o bandleader pelos EUA apresentando-se nos mais disputados salões.

Na noite da última segunda-feira, 21 de janeiro de 2002, a cantora e compositora Peggy Lee que já vinha tendo problemas cardíacos há três anos, morreu de enfarte em sua casa em BelAir, Los Angeles aos 81 anos.

http://www.ejazz.com.br/detalhes-artistas.asp?cd=184

<a href="http://youtube.com/watch?v=JGb5IweiYG8">http://youtube.com/watch?v=JGb5IweiYG8</a>

Never know how much I love you
Never know how much I care
When you put your arms around me
I get a fever that’s so hard to bear
You give me fever (you give me fever) when you kiss me
Fever when you hold me tight (you give me fever)
Fever … in the mornin’
Fever all through the night

Sun lights up the day time
Moon lights up the night
I light up when you call my name
’cause I know you’re gonna treat me right
You give me fever (you give me fever) when you kiss me
Fever when you hold me tight (you give me fever)
Fever … in the mornin’
Fever all through the night (WOW!!)

Everybody’s got the fever
That is somethin’ you all know
Fever isn’t such a new thing
Fever started long time ago

(You give me fever)
Baby, turn on your love light (yeah, yeah)
Let it shine on me (yeah, yeah)
Well, baby, turn on your love light (yeah, yeah)
And let it shine on me (yeah, yeah)
Well, just a little bit higher (yeah, yeah)
And just a little bit brighter, baby (yeah, yeah)

You give me fever (yeah, yeah, yeah, yeah)
You give me fever (yeah, yeah, yeah, yeah)
You give me fever (yeah, yeah, yeah, yeah)
You give me fever.

Lituânia - Um País, Uma Viagem

Posted by O Farol on julho 3rd, 2008

Lituânia

A Lituânia é um país báltico, banhado por este a Ocidente. Faz fronteira a este com a Rússia e a norte com a Letónia. A sul faz fronteira com a Polónia, a Bielorússia e com o distrito de Kalinegrado (Rússia).A sua costa de 99 Km é formada por dunas de areia, com uma grande península (Curon) completamente formada por areia. A território é plano, coberto por várias florestas e atravessado por vários rios, possuindo, ainda, dezenas de lagos.

A Lituânia sofreu profundas transformações na sua organização económica entre 1992 e 1994, quando desmantelou uma economia do tipo socialista, estatizada, dando início a uma economia de mercado. Essa transformação estrutural, originou alterações na própria natureza da economia lituana. O sector dos serviços tem crescido rapidamente, sendo já responsável por 44% do emprego e 60% do total da produção lituana. A indústria emprega cerca de 25% da mão de obra, tendo como sectores mais importantes a construção civil e naval, a indústria alimentar, a produção de máquinas e ferrramentas e a electrónica. A agricultura representa apenas 6% da produção, mas nesse sector trabalham ainda 25% do lituanos, muitos deles em pequenas explorações pouco competitivas. As suas principais produções são: lacticínios, gado, cereais, beterraba sacarina e batatas.

 

<a href="http://youtube.com/watch?v=wFyDd9DZCGY">http://youtube.com/watch?v=wFyDd9DZCGY</a>

The World Policy - War and Oil

Posted by O Farol on junho 30th, 2008

Politico

This is a partial history of the Central Intelligence Agency’s (C.I.A.) presence in Iran in the early 1950’s. “Britain, fearful of Iran’s plans to nationalize its oil industry, came up with the idea for the coup in 1952 and pressed the United States to mount a joint operation to remove the Prime Minister. Iranians working for the C.I.A. and posing as Communists harassed religious leaders and staged the bombing of one cleric’s home in a campaign to turn the country’s Islamic religious community against the government.” The Shah, for a token amount, $5 million, was eventually installed as the King of Kings and ruled Iran until his overthrow by the Iranian people on February 11, 1979. The demonisation of Iran by the current administration and its cronies frightens me.

Who are the Arabs? ‘Historically, Arab science, astronomy and mathematics was a bridge between the ancient world of the Greek, Roman and Byzantine Empires and the modern world ushered in by the European Renaissance.’ ‘The Arabs gave the world algebra, trigonometry for navigation, the use of sine and cosine tables, water pumps, curved mirror and lenses.’ Students should study the list of Arabic contribution to the world, including Medicine.

The “Che Syndrome” resulted from U.S. policy in Cuba. The Cuban dictator, Batista, with U.S. support, planted the seeds for a revolution. Batista was the US-friendly dictator that was eventually overthrown by Fidel Castro. Our very policy in Cuba gave rise to its leftist leanings, Marxism. ‘In 1962, U.S. President John F. Kennedy threatened an all-out nuclear retaliation against the Soviet Union after Soviet nuclear missiles were detected in Cuba.’ The two countries were preparing to annihilate each other, and perhaps the human race.

This should be the beginning of your worldly education. The demagogues that see profit at the expense of human life may easily manipulate the ignorant or uneducated.

Luis Lomeli MD/Beta

162 Milhões para a Guerra - Bush para os Amigos da Guerra

Posted by O Farol on junho 30th, 2008

A fé

O presidente norte-americano, George W. Bush, em final de mandato, promulgou esta segunda-feira uma legislação que determina o desbloqueio de 162 mil milhões de dólares (quase 103 mil milhões de euros) para o financiamento das guerras no Iraque e Afeganistão até 2009.

 

A presença militar dos EUA no Iraque é um dos grandes temas que dominam as eleições presidenciais no próximo mês de Novembro.

 

 

Enquanto que o republicano John McCain defende a política de Bush, o democrata Barack Obama não, garantindo o início da retirada das tropas se assumir funções na Casa Branca.

 

 

Prevê-se uma redução 140 mil efectivos norte-americanos no Iraque até Julho, sendo que de seguida será estabelecido um período de avaliação, para decidir se há, ou não, condições para continuar a reduzir a presença dos militares dos EUA em território iraquiano.

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=B43BAA7C-FBA8-42BA-9A58-97DE52BF90B4

<a href="http://youtube.com/watch?v=rFyE7q2S8bY">http://youtube.com/watch?v=rFyE7q2S8bY</a>

 

Viva La Vida - Cold Play

Posted by O Farol on junho 30th, 2008

viva la vida

 

<a href="http://youtube.com/watch?v=3J9D5N0gQEM">http://youtube.com/watch?v=3J9D5N0gQEM</a>

I used to rule the world
Seas would rise when I gave the word
Now in the morning I sleep alone
Sweep the streets I used to own
I used to roll the dice
Feel the fear in my enemy’s eyes
Listen as the crowd would sing:
“Now the old king is dead! Long live the king!”
One minute I held the key
Next the walls were closed on me
And I discovered that my castles stand
Upon pillars of salt, pillars of sand

I hear Jerusalem bells are ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I cant explain
Once you know there was never, never an honest word
That was when I ruled the world
(Ohhh)

It was the wicked and wild wind
Blew down the doors to let me in.
Shattered windows and the sound of drums
People could not believe what I’d become
Revolutionaries Wait
For my head on a silver plate
Just a puppet on a lonely string
Oh who would ever want to be king? 

I hear Jerusalem bells are ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can not explain
I know Saint Peter wont call my name
Never an honest word
And that was when I ruled the world
(Ohhhhh Ohhh Ohhh)

Hear Jerusalem bells are ringings
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can not explain
I know Saint Peter will call my name
Never an honest word
But that was when I ruled the world
Oooooh Oooooh Oooooh”

Estados Unidos com Obama na Presidência e Hillary como vice

Posted by O Farol on junho 17th, 2008

EUA - Eleições

Parceria reforça democratas, mas também encerra problemas

 

O presumível candidato democrata às presidenciais americanas de Novembro, senador Barack Obama, admitiu ontem a possibilidade de escolher para a vice-presidência a sua adversária nas primárias do partido, a senadora Hillary Clinton. 
Apresentado por muitos como o dream ticket (a parceria ideal) para garantir uma vitória democrata sobre o candidato republicano, senador John McCain, uma parceria Obama-Clinton, explicavam ontem analistas da política americana, apresenta vantagens, como sarar um partido dividido e atrair eleitorado feminino, mas também encerra problemas. Desde logo, as palavras duras que Hillary e o marido, Bill, têm dirigido a Obama, assim como o facto de a senadora representar muito daquilo que este critica sobre a atmosfera política em Washington. Ela é a “velha Washington” que Obama quer mudar. Noutro plano, Hillary, como Obama, não possui experiência política externa, um calcanhar de Aquiles a explorar pelos republicanos. 

Embora oficialmente a campanha de Hillary não o admita, a parceria é um cenário que tem vindo a suscitar nos meios jornalísticos e que alguns dos seus apoiantes, de modo informal, apresentam como a melhor solução. Faltando seis primárias, três das quais deve ganhar folgadamente, Hillary espera impor-se como a inevitável escolha de Obama.

http://dn.sapo.pt/2008/05/10/internacional/obama_admite_hillary_para_a_vicepres.html
Comentário dos salteadoresdaarca:
Na Presidência dos EUA, Obama certamente vai precisar de uma personagem que unifique a América, a união de todas as raças. Uma mudança radical no visual da politica americana perante o mundo.
Certamente Obama e Hillary fariam um virar de uma página na América, que se encontra perdida à décadas com a sua politica interna. Os americanos precisam em primeiro lugar de olhar para dentro e melhorar a sua imagem. Um povo, uma grande nação que ainda não conseguiu fazer a paz com os seus cidadãos.
Depois disso, procurar a paz mundial sem o recurso à ameaça da invasão militar. 
Projectar a maior economia do mundo não para a guerra mas para o pão.
A América necessita de uma viragem para o bem estar da Humanidade, e estabelecer relações globais de comércio livre e ajudar Àfrica e os países do Médio Oriente a conseguir atingir niveis económicos de sustentabilidade para todos os povos.
Isso é possível, basta haver vontade política dos EUA e da Rússia.

 

A Emoção de cantar o Hino de Portugal e sentir o Povo

Posted by O Farol on junho 12th, 2008

povo

Um País, Um Povo, Um Sonho

Para viver é preciso ter um sonho

seja ele qual fôr, de onde fôr

É um sonho de vida de Esperança

de uma vida melhor

de nos darmos e respeitarmos

Toda uma familia de antepassados

que viveram e sofreram para estarmos aqui

E é nessas memórias que reside o nosso orgulho

de Povo, de Pátria, que é nosso

E o Povo Português tem essa capacidade de sentir

Sentir a História, Sentir a Alma

A Alma Viva Do Ser Português

Do Ser Portugal

 

<a href="http://youtube.com/watch?v=Rz31cGFpd6g">http://youtube.com/watch?v=Rz31cGFpd6g</a>

As razões Petição da Lingua Portuguesa -PROTECÇÂO

Posted by Salteadora on maio 27th, 2008

A protecção de duas identidades distintas –Portuguesa e Brasileira

 

 

 

 

 

O Brasil é um País novo…

O Brasileiro é o Produto final da mistura do povo do Brasil[Índios)com os escravos Africanos e emigrantes Europeus…

O Brasil tem já a SUA LINGUA e essa é o fruto dessa mistura excelente de raças..

O Brasil TEM tudo para crescer na sua IDENTIDADE (Nova) no mundo e não pode tornar-se   Europeu   porque a ORIGEM É na sua génese “INDIA”

 

Os Índios têm de ter o seu espaço, com a ajuda do povo brasileiro

A amazónia precisa da vossa defesa tal como os Índíos…isso é urgente.

 

Será um erro obrigar os Ìndios” a serem o que não são…porque geneticamente eles são o BERÇO do Brasil…

 

Seria um erro para ambos os Países Portugal e Brasil esta fusão sem sentido…

 

 

Portugal deu alma à globalização no tempo dos descobrimentos e não pode hoje fundir-se por tratados…

 

Essa fusão que tanto se fala da globalização é feita na alma dos povos e já terminou…

 

TODOS os POVOS do MUNDO convivem saudávelmente entre si…sabem comunicar na lusofonia, apesar de terem nascido novas identidades no Brasil, Angola, Moçambique etc ,

 

Deveriam(se desejarem) todos apenas festejar o Dia de Camões/língua Portuguesa…10 JUNHO porque será ele que nos poderá recordar a todos os da lusofonia a história da língua de cada País…e a sua evolução.

 

 

Ligará esse dia todos no futuro…será o MARCO genético espiritual…tal como hoje é a pobreza generalizada dos mesmos povos, levado a cabo por políticas que desumanente  vão enfraquecendo cada um de nós…seja Português, Brasileiro, Angolano, Moçambicano, Timorense,  etc…

 

 

È essa a FORÇA que vai unir a Lusofonia  no mundo…sem precisar de tratados que excluem Países e que querem destruir  as matrizes que já existem…

 

Nenhum povo tem de ceder IDENTIDADES…mas comungar entre si a DIFERENÇA e ENRIQUECER todos na globalidade, preservando culturas e origens

 

 

dentro do mesmo espaço : O PLANETA

dentro do mesmo espírito : A IGUALDADE

dento da mesma vibração :  A PAZ

 

 

A Selecção de Portugal…já tem um Brasileiro na liderança…ISTO É GLOBALIZAÇÂO…a REAL

Será por acaso? Não…

 

Brasil…que tal fazerem também a vossa petição? Ou assinem a nossa J

Todos juntos …sabemos “O caminho” sem tratados que nos tiram as origens…

As razões Petição da Lingua Portuguesa -PROTECÇÂO 46_129_Portugal_Brasil

Viva o Povo Português e Brasileiro:)

Diferentes! Mas iguais… na luta das suas origens!

pela HUMANIDADE…

Podcast: Hélio Schwartsman ataca proposta de reforma ortográfica

http://www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa/index-255.html

A Globalização da pobreza

Posted by Melita on maio 25th, 2008

A Globalização da pobreza 1154420118_globalizacaoAo contrário do que afirmam seus mentores, a implementação da política neoliberal generaliza a instabilidade econômica e espalha a miséria

 

            No limiar do século XXI, a economia global  encontra-se  numa encruzilhada perigosa. No mundo em desenvolvimento, o processo de reestruturação econômica tem levado à fome e a um brutal empobrecimento de grandes sectores da população e, ao mesmo tempo, contribuído para a “terceiro-mundialização” dos países do antigo bloco Oriental.

        Desde o começo dos anos 80, os programas de “macro-estabilização” e “ajuste estrutural” impostos pelo FMI e pelo Banco Mundial em países em desenvolvimento (como condição à renegociação de suas dívidas externas) provocaram o empobrecimento de centenas de milhões de pessoas. Contrariando o espírito do acordo de Bretton Woods, que preconizava a “reconstrução econômica” e a estabilidade da maioria das taxas de câmbio, o programa de ajuste estrutural tem contribuído largamente para desestabilizar as moedas nacionais e arruinar as economias dos países em desenvolvimento.

Dívida Global

        No mundo em desenvolvimento, o peso da dívida externa já atingiu 1,9 trilhão de dólares: países inteiros têm sido desestabilizados como conseqüência do colapso de suas moedas nacionais, geralmente resultando na explosão de conflitos sociais, étnicos e guerra civil…

        A reestruturação da economia mundial, guiada por instituições financeiras baseadas em Washington, nega cada vez mais a cada país em desenvolvimento, individualmente, a possibilidade de construir uma economia nacional: a internacionalização da política macroeconômica transforma países em territórios econômicos abertos, e as economias nacionais em “reservas” de mão-de-obra barata e de riquezas naturais. Essa reestruturação enfraquece o Estado, mina a indústria voltada para o mercado interno e empurra as empresas nacionais para a falência.

        Além disso, essas reformas – quando aplicadas simultaneamente em mais de cem países – estão a levar a uma “globalização da pobreza”, um processo que mina a comunidade humana e destrói a sociedade civil no Sul, no Leste e no Norte. Houve deterioração do poder de compra interno, disseminação da fome, fechamento de postos de saúde e de escolas, e centenas de milhões de crianças deixaram de ter acesso à educação primária. Na maioria das regiões do mundo em desenvolvimento, as reformas econômicas têm provocado o reaparecimento de doenças infecciosas, incluindo tuberculose, malária e cólera.

Ajuste estrutural em países desenvolvidos

        Desde o começo dos anos 90, as reformas macroeconômicas adotadas nos países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) contêm vários ingredientes essenciais do programa de ajuste estrutural aplicado no Terceiro Mundo e na Europa Oriental. Essas reformas macroeconômicas têm levado à acumulação de grandes dívidas públicas.

        Desde o início da década de 80, as dívidas privadas de grandes corporações e bancos comerciais têm sido convenientemente anuladas e transformadas em dívida pública. Esse processo de “conversão de dívida” é uma característica central da crise: prejuízos de negócios e de bancos têm sido sistematicamente transferidos para o Estado. Durante o “boom de fusões” do final dos anos 80, a sobrecarga das perdas das corporações foi transferida para o Estado através da aquisição de empresas falidas. Estas últimas poderiam então ser fechadas e qualificadas como prejuízos fiscais. Em troca, os “empréstimos não garantidos” dos grandes bancos comerciais eram rotineiramente cancelados e transformados em perdas pré-fiscais. Os “pacotes de resgate” para corporações e bancos comerciais com problemas foram largamente baseados no mesmo princípio de transferência dos ônus das dívidas das grandes empresas para o Tesouro.

        Por outro lado, os diversos subsídios do Estado e “doações” às grandes empresas, ao invés de estimularem a criação de empregos, eram rotineiramente usados por elas para financiar suas fusões, introduzir tecnologia para economizar mão-de-obra e transferir a produção para o Terceiro Mundo.

        A defesa pública contribuiu directamente para aumentar a concentração da propriedade e uma contracção significativa da força de trabalho industrial. Ao mesmo tempo, a seqüência de falências de pequenas e médias empresas e demissões de trabalhadores (que também são contribuintes de impostos) provocou uma significativa queda na receita do Estado.

        No grupo dos países da OCDE, as dívidas públicas têm crescido de forma ilimitada (actualmente ultrapassando 13 trilhões de dólares). Ironicamente, o mesmo processo de “amortização dessa dívida global” tem conduzido ao seu crescimento através da criação sistemática de novas dívidas. Nos Estados Unidos – de longe a maior nação devedora - , a dívida pública cresceu cinco vezes durante a era Reagan-Bush. Ela é actualmente, da ordem de 4,9 trilhões de dólares.

        Um círculo vicioso foi posto em movimento. Os beneficiários das doações do governo tornaram-se credores do Estado. As ações e títulos lançados pelo Tesouro para financiar grandes negócios foram adquiridos por bancos e instituições financeiras que eram simultaneamente beneficiários dos subsídios do Estado. Uma situação absurda: o Estado estava “financiando seu próprio endividamento”, e doações do governo foram sendo recicladas no sentido de troca da dívida pública. O governo levado por lobbies de grupos empresariais reivindicando subsídios, de um lado, e por seus credores financeiros, de outro. E, como uma grande parte da dívida pública está nas mãos de bancos e instituições financeiras privadas, estes também são capazes de pressionar governos para um aumento do controle sobre os fundos públicos.

        A crise da dívida também estimulou o desenvolvimento de um sistema tributário altamente regressivo, que contribuiu para o aumento da dívida pública. Enquanto os impostos das empresas foram reduzidos, as novas receitas tributárias apropriadas da população assalariada (baixa e média), incluindo os impostos sobre valor agregado, foram recicladas no sentido de cobrir a dívida pública. Enquanto o Estado colectava impostos dos seus cidadãos, pagava “um tributo” às grandes empresas na forma de doações e subsídios.

Fuga de capital

        Paralelamente, impulsionada pelas novas tecnologias bancárias, a saída dos lucros das corporações para praças bancárias estrangeiras nas Bahamas, Suíça, Ilhas Channel, Luxemburgo etc. contribuiu para a posterior exacerbação da crise fiscal. As Ilhas Cayman, uma colônia da Coroa Britânica no caribe, por exemplo, são o quinto maior centro bancário do mundo (em termos de volume de depósitos, dos quais a maioria é de companhias fantoches ou anônimas). O aumento do déficit no orçamento dos Estados Unidos esconde uma relação direta com a intensa evasão tributária e saída de lucros empresariais não declarados. Ao mesmo tempo, as grandes somas de dinheiro depositadas nas Ilhas Cayman e nas Bahamas ( parte das quais é controlada por organizações criminosas) são utilizadas para financiar investimentos nos Estados Unidos.

Sob a tutela política dos credores

        Os débitos de empresas paraestatais, serviços públicos, governos federais, estaduais e municipais são cuidadosamente categorizados e “classificados” pelos mercados financeiros (por exemplo, classificações do Índice Moody’s e do Índice Standard and Poor’s. Além disso, ministros das Finanças são cada vez mais compelidos a fornecerem relatórios a grandes casas de investimentos e bancos comerciais. O rebaixamento da classificação do Índice Moody’s da dívida sueca, em janeiro, foi fundamental na decisão do governo de minoria social democrata de reduzir importantes programas de seguridade, incluindo subsídios à infância e benefícios de seguro desemprego. Da mesma forma, a classificação do Índice Moody’s para a dívida pública do Canadá foi um fator decisivo na adoção de cortes maciços em programas sociais e demissões pelo ministro das Finanças do Canadá, em fevereiro passado. Nos Estados Unidos, a controvertida “emenda do orçamento equilibrado” (que sofreu uma derrota apertada no Senado em março de 1995) pretendia fortalecer, na Constituição, os direitos dos credores do Estado…

Crise do Estado

        No Ocidente, o sistema democrático está sendo levado a um dilema: os eleitos para altos postos agem cada vez mais como burocratas. Os depositários do poder político real são os credores do Estado, que operam discretamente nos bastidores. Ao mesmo tempo, desenvolveu-se uma ideologia política uniforme. O “consenso” no plano macroeconômico se estende para o espectro político. Um novo ambiente financeiro global também se manifestou: a onda de fusões de empresas no final dos anos 80 abriu caminho para a consolidação de uma geração de financistas agrupados em torno de bancos, de investidores institucionais, de corretores de valores, de grandes companhias de seguro etc. Nesse processo, as funções de bancos comerciais se misturaram com a dos bancos de investimentos e corretores de valores. Enquanto esses “administradores de fundos” desempenham um papel poderoso no mercado financeiro, entretanto, afastam-se cada vez mais da função de empreendedores na economia real. Suas actividades (que escapam do controle do Estado) incluem transacções especulativas em mercados futuros, derivativos e manipulação do mercado de câmbio. Grandes agentes financeiros estão envolvidos em “aplicações de hot money” nos “mercados emergentes” da América Latina e Sudeste Asiático, sem mencionar a lavagem de dinheiro e o desenvolvimento de “bancos privados” especializados que “assessoram clientes milionários” nas várias praças bancárias do exterior. O movimento total de transacções com divisas estrangeiras é da ordem de um trilhão de dólares por dia, dos quais somente 15% correspondem a negócios reais de mercadorias e movimentos de capital.

        Dentro dessa rede financeira global, o dinheiro transita em alta velocidade de uma praça bancária a outra, na intangível forma de transferência electrônica. Actividades comerciais “legais” e “ilegais” tornaram-se cada vez mais entrelaçadas, e enormes somas de riquezas privadas não declaradas são acumuladas. Favorecidas pela desregulação financeira, as máfias criminosas também expandiram seu papel no âmbito da actividade bancária internacional.

O fim dos bancos centrais

        Além disso, as práticas dos bancos centrais em vários países da OCDE têm sido modificadas para atender às demandas dos mercados financeiros. Os bancos centrais se tornam cada vez mais “independentes” e “protegidos contra influências políticas”. Na realidade, o que isso significa é que o Tesouro Nacional está cada vez mais à mercê dos credores privados. De acordo com o artigo 104 do Tratado de Maastricht, por exemplo, “o crédito do banco central para o governo é completamente discricionário, sendo que o banco central não pode ser forçado a dar tal crédito”. Esses estatutos, assim, conduzem directamente ao crescimento da dívida pública mantida por financeiras e instituições bancárias privadas.

        Na prática, o banco central, que não presta contas nem ao governo, nem ao legislativo – opera como uma burocracia autônoma sob tutela de interesses financeiros e bancários privados. Estes últimos ( e não o governo) ditam a direcção da política monetária. Em outras palavras: a política monetária não existe mais como uma forma de intervenção estatal; ela pertence, em sua maior parte, ao reino dos bancos privados. Em contraste com a falta acentuada de fundos estatais, “a criação de dinheiro” ( implicando o comando sobre os recursos reais) ocorre no interior da rede do sistema bancário internacional em conformidade com a busca exclusiva de riqueza privada. Contrastando com a instabilidade dos bancos centrais de agir efectivamente, agentes de poderosas financeiras provadas não apenas têm a habilidade de criar e movimentar capital sem obstáculo, mas também de manipular taxas de juros e provocar a desvalorização de importantes moedas, como ocorreu com a queda espectacular da libra esterlina em setembro de 1992. Ou seja: os bancos centrais não conseguem mais regular a criação de dinheiro de acordo com os amplos interesses da sociedade ( por exemplo, visando activar a produção ou a geração de empregos). A criação de dinheiro, incluindo o comando sobre os recursos reais, é controlada quase que exclusivamente por financistas privados.

A instabilidade dos mercados financeiros globais

        A desregulação que acompanha o acúmulo de enormes dívidas públicas tem impulsionado padrões cada vez mais instáveis nos mercados financeiros globais. Desde a Segunda-Feira Negra (o dia 19 de outubro de 1987, considerado por analistas como bem próximo do colapso total da Bolsa de Valores de Nova York), um modelo altamente volátil se desenvolveu. Tal modelo foi marcado por convulsões freqüentes e cada vez mais graves nas principais bolsas de valores, pela ruína de moedas nacionais na Europa Oriental e na América Latina, sem mencionar o desabamento dos novos “mercados financeiros periféricos” ( como México, Bangkok, Cairo, Bombay), precipitado pela “realização de lucros” e pela retirada repentina de grandes investidores institucionais… Um colapso financeiro global não pode ser mais descartado. Além disso, diferentemente do que ocorria nos anos 20, as principais transações ao redor do mundo estão interconectadas por ligações instantâneas de computadores: a instabilidade em Wall Street “transborda sobre os mercados de ações da Europa e da Ásia, e se espalha, assim, para todo o sistema financeiro, incluindo os mercados de câmbio e de commodities…

MICHEL CHOSSUDOVSKY é professor de Economia da Universidade de Ottawa, Canadá. (Este texto foi divulgado na Rede Internet, por ocasião do Encontro de Cúpula do chamado Grupo dos Sete (G-7), realizado em Halifax, Canadá, em junho passado. Traduzido do inglês por Eduardo Figueiredo. Revisão de Luiz Marcos Gomes

 

 

 


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