
Três mulheres atiradas para o desemprego com a falência da fábrica de produtos de pastelaria onde trabalhavam resolveram pôr “as mãos na massa” e construíram de raiz uma nova empresa que vai começar por criar dez postos de trabalho. Uma engenheira agro-alimentar, uma contabilista e uma vendedora, antigas colegas de trabalho, tornaram-se empresárias após dois anos de dificuldades para conseguirem montar uma nova fábrica, recuperar antigos clientes e ir à procura de outros para viabilizar o negócio.

A nova empresa de produtos congelados de pastelaria, situada na zona industrial do Bombarral, vai começar a laborar dentro de dias, assim que finalizem os testes à maquinaria e terá capacidade para produzir 12 mil produtos/dia, entre doces e salgados. As três empresárias contaram à Lusa que trouxeram da antiga fábrica a experiência nas principais áreas de funcionamento como a produção, a comercialização e a administração e os contactos com bancos, fornecedores e clientes.

Nessa altura, aperceberam que os clientes lamentavam o fecho da empresa reconhecendo a qualidade dos produtos e foi a pensar na diferenciação destes que surgiu a ideia de criarem um negócio próprio. Não foi fácil. Quanto ao futuro, a aposta vai ser “manter a qualidade dos produtos e criar novos como massas integrais ou com recheio de legumes”, dizem.| LUSA
http://dn.sapo.pt/2008/07/13/cidades/desempregadas_criam_empresa_doces.html
Comentário dos salteadoresdaarca:
É nos momentos decisivos que se devem unir os conhecimentos e esforços, para levar uma ideia para a frente. Pena é, que este governo não isente de impostos este tipo de inicitaivas pelo menos durante um periodo de dez anos para que esta empresa e outras se consigam consolidar num mercado cada vez mais competitivo.
É um excelente exemplo de não deixar cair os braços.
E deve aplicar a todos aqueles que se encontram desempregados, falem uns com os outros, juntem conhecimentos, formem pequenas empresas, canalizadores, pedreiros, electricistas, etc….

Quantas vezes em nossas casas numa hora inesperada, precisavamos de um técnico para fazer uma reparação de emergência e não existe nenhum contacto. Ou por outro lado aqueles que surgem pedem que lhes paguem por uma hora o preço de dois dias de trabalho.
Temos que ponderar e ser honestos. Os portugueses por vezes queixam-se que não aparece trabalho, mas quando aparece querem ficar ricos em pouco tempo. E isso não dá confiança aos consumidores, por isso precisam do técnico, mas não chamam. Preferem os seguros, e pagam na mesma.
Os portugueses devem começar a pensar que uma empresa não é o euromilhões. É um trabalho diário, por vezes a 24 horas, e a honestidade acima de tudo, e o reconhecimento dos clientes a sua melhor publicidade.

EXEMPLO:
Há poucos dias tive uma pequena inundação na cozinha. Era preciso um técnico para desentupir um sifão. A seguradora enviava um técnico, mas eu tinha que adiantar o pagamento de cerca de 100 euros. Discordei. Tentei contactar a um sábado um canalizador foi difícil, mas encontrei. Um canalizador reformado, que por necessidade e para não se ir sentar a um banco no jardim trabalha por conta própria. Fez o serviço pediu 12 euros, paguei 20. E em menos de 1 hora estava o problema resolvido.
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