Nosso progresso pode destruir-nos, e isso é nossa culpa; mas o Cosmos também nos ameaça.

O universo funciona como o relógio da mais alta precisão, o qual não garante que seja infalível e que em algum momento não possa sofrer uma falha que afecte directamente a nosso planeta com devastadoras conseqüências.
No ano de 1982 foi produzido um alinhamento dos planetas do sistema solar, causando um efeito de gravidade sobre as chamas do sol que talvez tenha alterado as fendas sísmicas e as correntes incandescentes internas da Terra, com o conseqüente efeito de tremores e terremotos que começaram a ser sentidos.
As desgraças começaram a ser mais sentidas e faladas ao mesmo tempo que ia gravitando sobre nossas cabeças ov terentrado no ano 2.000— a fatídica data que vaticinam as profecias — e que se produziu novamente um outro alinhamento, muito mais directo e suas conseqüências muito mais destrutivas. Supôz-se na época que poderia afetar o equilíbrio do eixo terrestre, chegando a dar um tombo à Terra como se de uma bola se tratasse, ajudada pelo enorme peso que suporta o polo sul em conseqüência do gelo acumulado sobre ele.
Estamos já na era dos terremotos, semelhante ao que foi produzido há cento e setenta e nove anos, quando no firmamento ocorreu pela última vez um alinhamento planetário deste nível.
O alinhamento de 2000 ocorreu em Touro, signo que, ao contrário de Aquário, traz de volta para o primeiro plano as duas preocupações básicas da humanidade, desde seus primórdios: alimentação e segurança.
Em torno destes dois conceitos centrais, articulam-se outros, como o de valor (atributo de Vênus, regente de Touro), território, relação com o mundo físico e vida econômica. Para expressar com mais intensidade o contraponto entre os dois alinhamentos, foi Urano, o regente moderno de Aquário, que está de fora a confrontar por quadratura os planetas em Touro. E mais: a conjunção Sol-Lua que teve lugar no dia 4 de Maio 2000, esteve em oposição praticamente exata ao Neptuno de 1962. Portanto, os desafios não resolvidos do alinhamento anterior voltarão à tona sob outra ótica, o que revela uma padrão de continuidade, reforçado por envolver a cruz dos signos fixos e aspectar também as posições planetárias do eclipse de agosto de 99.
Astrólogos do mundo inteiro tentam compreender esta configuração e analisar suas possíveis manifestações. As visões distribuem-se num leque que começa nas interpretações de cunho político-econômico e se estende até o mais radical dos discursos catastrofistas. Numa tentativa de listar - apenas listar, sem acrescentar maiores comentários - as possibilidades do alinhamento, teríamos o quadro que traçamos a seguir.
A ênfase em Touro pode trazer abalos econômicos, como o do crash de 1929, que levou multidões em desespero para a porta da Bolsa de Nova Iorque.
Efeitos na economia
Sendo Touro signo de Terra e significador de assuntos financeiros (moeda, bancos, acumulação de riqueza, sistemas de valor), haveria um foco definido sobre a economia mundial, que tenderia a sofrer abalos (um “terremoto” uraniano) a partir de um choque de realidade. Com Touro enfatizado, o valor atribuído a cada bem deveria estar em relação direta com sua utilidade intrínseca. Aquilo que é realmente essencial (alimentos, matérias-primas insubstituíveis etc.) tenderia a subir de preço - talvez em função de uma súbita escassez - enquanto os bens impalpáveis, supérfluos ou cuja importância deve-se mais a fatores culturais do que aos impositivos de subsistência poderiam ter seu valor reduzido a fumaça. A queda brusca do preço das ações das empresas de tecnologia de ponta ou voltadas para negócios virtuais seria uma possibilidade, provocando um efeito-cascata em todas as bolsas de valores.
Efeitos no meio ambiente
Considerando que Touro é signo vinculado à Terra e à natureza, a presença ali dos sete planetas clássicos coloca em evidência a questão ambiental em escala planetária. No marco da conjunção Júpiter-Saturno, os próximos meses ou anos devem mostrar um foco permanente na qualidade de vida. Há duas possibilidades: o início real de ações de grande porte com vistas a deter a degradação ambiental e preservar a biodiversidade (preservação é um atributo taurino) ou o aprofundamento do atual quadro de crise, com o risco de comprometimento permanente de solos e florestas, avanço da desertificação, queda na produtividade da agropecuária e aumento das áreas de fome endêmica.
Poderá o SOL transformar-se numa estrela nova?
Outro fenômeno fatal que pode ocorrer em qualquer momento é que o sol se converta em uma estrela nova, acontecimento que é imprevisível: pode ter lugar em qualquer momento, não avisa. E no firmamento não é raro esta transformação das estrelas.
Esclarecemos, porque nestes temas quase todos somos profanos, que uma estrela nova é parte do processo de transformação de um astro em outro de uma densidade maior. O fenômeno é produzido quando o corpo celeste sofre uma implosão, uma concentração de sua matéria para seu mesmo núcleo, o que diríamos uma explosão para o interior de si mesmo. A energia que é colocada em liberdade neste processo é enorme, e seu poder destrutivo, total, em muitos milhões de quilômetros.
Se o Sol rebentar, toda a vida da Terra desaparecerá calcinada em conseqüência das elevadas temperaturas que sobreviriam; e depois, a grande atração da estrela nova faria nosso planeta perder sua órbita para ir estilhaçar-se contra sua superficie.
O mesmo aconteceria se houvesse uma atração por parte de qualquer outra nova. E temos próxima uma, a chamada Companheiro de Si-rio, que está a somente oito anos-luz de distância, um passeio no Cósmos. Se trata de uma minúscula estrela formada por núcleos atômicos em contato, e que pese a seu pequeno tamanho possui um campo gravitacional 20.000 vezes maior que o de nosso planeta. Apresenta a maior condensação de matéria conhecida, de forma que um homem que aqui pese 75 quilogramos pesaria em Companheiro de Sírio um milhão e meio, conservando o mesmo volume. Pois bem, os astrônomos afirmam que esta estrela anã branca está provocando uma deformação no espaço, criando um ponto preto por onde se pode alcançar o hiper-espaço, arrastando a outros muitos corpos entre outros à Terra, a uma velocidade de 300.000 quilômetros por segundo. Talvez o desastre já tenha sido produzido e tardemos oito anos em inteirar-nos, os mesmos que tardaria em chegar à velocidade da luz a notícia de que na realidade desaparecemos e já estamos perdidos em uma nova imensidão desconhecida….
O próximo alinhamento só acontecerá em 2040. No site da revista americana “Sky and Telescope” (www.skyandtelescope.com) é possível obter mapas do céu de qualquer cidade do mundo para uma observação mais precisa.
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