Um Manifesto/Petição contra o Acordo Ortográfico que está na Internet desde a passada sexta-feira, por iniciativa de 19 personalidades da cultura, política e economia já reuniu mais de 40.000 assinaturas
http://www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa/index-255.html
Subscrevem o documento Ana Isabel Buescu, António Emiliano, António Lobo Xavier, Eduardo Lourenço, Helena Buescu, Jorge Morais Barbosa, José Pacheco Pereira, José da Silva Peneda, Laura Bulger, Luís Fagundes Duarte, Maria Alzira Seixo, Mário Cláudio, Miguel Veiga, Paulo Teixeira Pinto, Raul Miguel Rosado Fernandes, Vasco Graça Moura, Vítor Manuel Aguiar e Silva, Vitorino Barbosa de Magalhães Godinho e Zita Seabra.
A este grupo, segundo o comunicado, juntou-se entretanto o poeta e deputado Manuel Alegre.
Por se terem reunido os «requisitos legais mínimos», os promotores vão agora solicitar a discussão do documento, dirigido aos Presidentes da República e da Assembleia República e ao Primeiro-Ministro, aos quais será «oportunamente entregue».
«Inúmeras imprecisões, erros e ambiguidades»
O Manifesto, diz o comunicado, «pretende contribuir com um poderoso movimento de reflexão, apoiado pela opinião pública, sobre os defeitos do Acordo Ortográfico e a necessidade de o bloquear».
Com «inúmeras imprecisões, erros e ambiguidades», «mal concebida», «desconchavada», «sem critério de rigor», «desnecessária» e «perniciosa», além de ter «custos financeiros não calculados» é como os signatários vêem a projectada reforma ortográfica, que a Assembleia da República vai discutir e votar no dia 15.
Lamenta-se no Manifesto que «pareceres científicos e técnicos» como, por exemplo, o de Óscar Lopes, não tivessem sido tomados em consideração e que se avance «atabalhoadamente sem consultar escritores, cientistas, historiadores e organizações de criação cultural e investigação científica»
Ao Ministério da Educação, os peticionários instam a «assumir uma posição clara de respeito pelas correntes de pensamento que representam a continuidade de um património de tanto valor e para ele contribuam com o progresso da língua dentro dos padrões da lógica, da instrumentalidade e do bom gosto».
«Recusamos deixar-nos enredar em jogos de interesses, que nada leva a crer de proveito para a língua portuguesa. Para o desenvolvimento civilizacional por que os nossos povos anseiam é imperativa a formação de ampla base cultural (e não apenas a erradicação do analfabetismo), solidamente assente na herança que nos coube e construída segundo as linhas mestras do pensamento científico e dos valores da cidadania», é declarado no final do Manifesto.
O Acordo Ortográfico, que visa unificar a escrita do português, foi alcançado em finais de 1990 e deveria ter entrado em vigor em 1994 mas apenas três dos Estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe - aprovaram quer o acordo quer os dois protocolos modificativos entretanto estabelecidos entre os países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa.
O segundo desses protocolos, de 2004, prevê que é suficiente a ratificação do texto por três países para que o mesmo entre em vigor.
HB
Num artigo de opinião intitulado «Partes de África», o escritor Vasco Graça Moura explica que os países africanos, assim como Goa, Macau e Timor são completamente ignorados neste acordo, restando-lhes curvarem-se «docilmente ante a decisão».
Quanto aos negociadores do Acordo, classifica-os como «donos da língua», que se arrogam de uma «perspectiva do mais puro neocolonialismo».
No final do artigo, Vasco Graça Moura lança a pergunta: «Será isto contribuir para a unidade da língua?». E concluiu: «Alguém se admira ainda por a Guiné-Bissau, Angola e Moçambique não terem ratificado o Acordo nem os Protocolos Modificativos?».
A Todos os filhos da LINGUA DE CAMÕES…Não se excluam de uma decisão que é de todos nós.
Alguns Portugueses e alguns Brasileiros querem apoderar-se de um Património que é de todos.
PORTUGAL; ANGOLA;MOÇAMBIQUE;TIMOR;GOA;MACAU;DIO;GUINÉ:CABOVERDE e BRASIL (1º a ser independente)
No Brasil existiam ÍNDIOS assim como em África, os Africanos…
A Lingua é de todos nós. Não é exclusiva de ninguém e muito menos de “Brasileiros” …
BRASILEIROS É O RESULTADO DA FUSÃO de Escravos Índios( donos do Brasil) ;Escravos Africanos(levados de África); Portugueses;Espanhóis;Italianos; Japoneses…
Assinem a petição porque a LINGUA é de TODOS NÓS!

as mutações serão ”naturais” tal como todas as que são benéficas. Seja em Portugal , Brasil, Angola, Moçambique, Macau, Timor, Caboverde, Guiné…a lingua é VIVA e ela cuidará “dela” onde quer que esteja…
África não te excluas…junta a tua voz á dos Portugueses de Segunda Geração, que te quizeram livre também….
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